20 de agosto de 2014

Nossa capacidade de amar

O universo inteiro é composto por pessoas. Isso mesmo, gente humana. Atrás de cada terno e gravata, de cada vestido, dentro de cada carro, ônibus, por trás de cada mesa de escritório, de cada púlpito, em cada banco de igreja, de teatros, e dentro de cada universidade há corações batendo, uns mais rapidamente, outros menos, mas todos batendo! Crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos, todos foram alvos do amor de alguém algum dia e amaram também. Observando a maldade humana, concluímos que coisas não são más, pessoas se tornam assim e por diversas razões. Corrompem aquilo que essencialmente deveria ser bom. Todos possuem e defendem suas verdades. Enxergamos a verdade que há em cada um em diversas situações, vejamos... 
“Há um seleto grupo assistindo a um concerto, onde um enorme côro, acompanhado de uma linda orquestra  canta com vozes potentes e perfeitos arranjos as mais belas canções que declaram “glórias a Deus...”, bendito é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo...” ou ainda “mais perto quero estar meu Deus de Ti...” e consegue, por sua magnitude levar todos quase ao terceiro céu e deixá-los extasiados, tamanha é a presença sublime de Deus ali, naquele ambiente. Seus corações se enchem de regozijo por estarem experimentando aquele mover e alguns até voltam a crer, a ter esperança na transformação da humanidade, mas ao descer das cortinas, ao fechar das portas, se deparam com a realidade. Às portas desse lindo teatro há mendigos e andarilhos, carros conduzidos por pessoas altamente estressadas e intolerantes, é a realidade!” Onde quero chegar com isso? Enquanto o “momento de louvor” durou, tudo parecia perfeito e parecíamos estar sonhando, mas acabando aquele momento tudo voltou ao normal. Diante da realidade que nos acomete a cada dia, será que é possível nos contentar com momentos? E após aqueles “momentos” de profunda comunhão com Deus, essa experiência não deveria gerar frutos? Os nossos ouvidos saem tão surdos desses “momentos” ao ponto de não conseguirmos ouvir o clamor das multidões? Os gritos de socorro? Será que nossos corações congelam, petrificando-se  instantaneamente após esses “encontros com Deus” e tal como armaduras de lata nos tornamos barulhentos, porém vazios por dentro? O que está faltando? Porque nos tornamos egoístas e insensíveis à dor do outro? Se nos falta compaixão, não será este um sinal de que nos falta também o calor do Espírito em nós, gerando frutos? Lembro-me agora de um texto do apóstolo Paulo:
 “Sendo assim, permanecem até o momento estes três: a fé, a esperança e o amor. Contudo, o maior deles é o amor. I Cr 13.
O que há de errado conosco? Perdemos a capacidade de amar o outro, o desconhecido, o pobre, o que não tem nada a oferecer? Sabemos que amamos, porque Deus nos amou primeiro, então esse amor que recebemos Dele e a consciência de que não merecíamos recebê-lo não nos leva a amar o outro? Você acha mesmo que o que Deus espera de você é a sua música, o seu talento, as suas habilidades de conduzir pessoas ao louvor? Deus não quer isso de você, Deus quer que você o ame verdadeiramente e conduza pessoas para a cruz.
“Nós, porém, somos de Deus. Quem conhece a Deus, ouve-nos; quem não é de Deus, não nos ouve. É nisto que conhecemos o Espírito da Verdade e o espírito do erro. Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.” 1 João 4: 6-8
Essa reflexão deve nos levar a pensar se estamos vivendo e ajudando outros a viver aquilo que tanto cantamos.

Soli Deo Glória (Glória somente a Deus)

Por: Luciana Reis
Igreja Presbiteriana de Jd Colorado

Ministério No Teu Santuário

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